Sê chama quando teu irmão sentir frio.
Sê gelo quando a emoção entorpecer teu olhar e te impedir de agir
corretamente.
Sê o equilíbrio que tua própria alma necessita, e o machado que cerceia
teus próprios impulsos ruins, ímpetos de luxúria. Vigia a ti mesmo.
Coloca-te no lugar da vítima da pedra que guardas em tua algibeira,
berço voraz da língua ferina, e despe-te dos meandros do ódio. Sê firme e doce.
Torna-te terra adubada quando sentires o solo arenoso, e permite, antes
sim, sem orgulho, que novas sementes germinem através de ti.
O orgulho tem sido uma das chagas mais infames no caminho da evolução. Modifica
a ti mesmo e sê bálsamo consolador para todo aquele que arde preso a sua própria
dor, egocentrado e retorcido pela incapacidade de ver além.
Sê esteio de amor, farol nos túneis escuros das existências. Mas não
imagines poderes estender a mão sem antes dar contingência a teu próprio
orgulho. Não serás suporte se teu coração estiver corroído pela insipiência do
egoísmo, do medo e da arrogância. Sê maior sendo menor, assim estará bem
fundamentada tua força.
Só conduz quem consegue enxergar por entre as brumas do materialismo. Assim,
irmão, trabalha com amor e afinco para que o mundo verdadeiro, aquele que não notamos
se ofuscados pela matéria, seja realidade viva e pulsante para ti e para todos
os que cruzarem teu caminho.
Crê e avança, pois o futuro está em construção.
Vai, estuda, aprende e pratica.
(Frei Antonio Franceschet – 19/09/2014)

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