terça-feira, 9 de setembro de 2014

O DEUS DE NIETZSCHE



Nietzsche matou Deus. Não o Deus da Verdade, do Respeito, do Amor, Inteligência Suprema.

Nietzsche matou o Deus corporativo, dogmático, institucionalizado, reprimido, enrijecido. E quanta maledicência o nome deste pensador não teve que suportar.

Segurar na mão de Deus e ir? Não há mão. Há o reflexo de nossas escolhas, trocas, amigos, energias que nos unem. Mas também há muletas. “Levanta-te e anda”, fazia o mestre. E não, “levanta-te, segura na mão de Deus e anda”. “Ama teu Deus acima de todas as coisas”, e não “Ama teu Deus e delegue a Ele o que é de sua própria responsabilidade”.

Certamente não nascemos para viver sozinhos. Aprendemos e crescemos através das relações, por meio de nossa própria força, nossa busca, apoiados, sim, por todos os amigos que conquistamos ao longo do percurso, na “Terra e no Céu”.

Não é tempo, como era nos primórdios de nossa civilização, de delegarmos à “Mão” o que é de nossa competência, o que nos foi entregue por amor para que tomássemos conta, irrigássemos e fizéssemos do broto, árvore forte. Nossa jornada, por sucessivas encarnações e sob o olhar atento dos amigos desencarnados, imersos no éter do amor da Unidade Inteligente, é nossa ferramenta mais precisa e eficaz para a construção de nossa evolução.

Deus, Inteligência Superior, é a Lei máxima. “Segurar na mão” Dele significa, em verdade, confiar nesta máxima e caminhar sobre nosso próprio orgulho, medo e leviandade. “Segurar na mão” Dele é sentir o amor que sustenta todo o Cosmos. Fomos criados para nos tornarmos melhores, sempre. Assim, o caminho aponta sempre para a Luz.

Não é tempo de andarmos de cabeça baixa, mas sim de acreditarmos em nosso potencial, em nossa força, em nossos sentimentos, em nossa razão, em nossa intuição. A mudança não é uma imposição, muito menos podemos esperar que ela ocorra num passe de mágica sem que nos tornemos atores de nossas buscas. A mudança é, sim, uma premissa, uma regra, um movimento advindo da consciência, do amadurecimento que conquistamos, mesmo que mínimo perto do que gostaríamos, durante milênios de infindos nascimentos, vidas e desencarnes.

Não deixemos essa vida passar inexpressivamente. Larguemos as muletas. Não deixemos para a próxima vida a mudança, qualquer que seja ela, se for possível promove-la hoje.

O hoje é, objetivamente, o único tempo para mudar. O hoje é a materialização do infinito, intersecção com o realizável. O passado é escola. O futuro, o resultado das nossas escolhas de agora. Então, aproveitemos as oportunidades que se apresentam, dolorosas ou felizes, alavancas de nosso crescimento. Utilizemos as ferramentas que nos são oferecidas. Utilizemos a Inteligência que está em nosso DNA espiritual e que, de carne em carne, desenvolvemos e amplificamos.

A Moral é nosso norte, nosso balizador. A Consciência, nosso parâmetro.

O caminho, não tema, só tem um sentido, a Luz. E as recompensas são indescritíveis. Delas só conhecemos fagulhas, às quais chamamos Felicidades.

As lições Maiores são o Amor e a Caridade.

A Luz, irmão amado, está por toda a parte.

Saiba, acredite, caminhe e torne possível. Tudo é possível. Tudo.

(Irmãos de Amor - 18/07/2014)

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