
Nietzsche matou Deus. Não o Deus da Verdade, do Respeito, do
Amor, Inteligência Suprema.
Nietzsche matou o Deus corporativo, dogmático,
institucionalizado, reprimido, enrijecido. E quanta maledicência o nome deste
pensador não teve que suportar.
Segurar na mão de Deus e ir? Não há mão. Há o reflexo de
nossas escolhas, trocas, amigos, energias que nos unem. Mas também há muletas.
“Levanta-te e anda”, fazia o mestre. E não, “levanta-te, segura na mão de Deus
e anda”. “Ama teu Deus acima de todas as coisas”, e não “Ama teu Deus e delegue
a Ele o que é de sua própria responsabilidade”.
Certamente não nascemos para viver sozinhos. Aprendemos e
crescemos através das relações, por meio de nossa própria força, nossa busca,
apoiados, sim, por todos os amigos que conquistamos ao longo do percurso, na
“Terra e no Céu”.
Não é tempo, como era nos primórdios de nossa civilização,
de delegarmos à “Mão” o que é de nossa competência, o que nos foi entregue por
amor para que tomássemos conta, irrigássemos e fizéssemos do broto, árvore
forte. Nossa jornada, por sucessivas encarnações e sob o olhar atento dos
amigos desencarnados, imersos no éter do amor da Unidade Inteligente, é nossa ferramenta
mais precisa e eficaz para a construção de nossa evolução.
Deus, Inteligência Superior, é a Lei máxima. “Segurar na
mão” Dele significa, em verdade, confiar nesta máxima e caminhar sobre nosso
próprio orgulho, medo e leviandade. “Segurar na mão” Dele é sentir o amor que
sustenta todo o Cosmos. Fomos criados para nos tornarmos melhores, sempre.
Assim, o caminho aponta sempre para a Luz.
Não é tempo de andarmos de cabeça baixa, mas sim de
acreditarmos em nosso potencial, em nossa força, em nossos sentimentos, em
nossa razão, em nossa intuição. A mudança não é uma imposição, muito menos podemos
esperar que ela ocorra num passe de mágica sem que nos tornemos atores de
nossas buscas. A mudança é, sim, uma premissa, uma regra, um movimento advindo
da consciência, do amadurecimento que conquistamos, mesmo que mínimo perto do
que gostaríamos, durante milênios de infindos nascimentos, vidas e desencarnes.
Não deixemos essa vida passar inexpressivamente. Larguemos
as muletas. Não deixemos para a próxima vida a mudança, qualquer que seja ela,
se for possível promove-la hoje.
O hoje é, objetivamente, o único tempo para mudar. O hoje é
a materialização do infinito, intersecção com o realizável. O passado é escola.
O futuro, o resultado das nossas escolhas de agora. Então, aproveitemos as
oportunidades que se apresentam, dolorosas ou felizes, alavancas de nosso
crescimento. Utilizemos as ferramentas que nos são oferecidas. Utilizemos a Inteligência
que está em nosso DNA espiritual e que, de carne em carne, desenvolvemos e
amplificamos.
A Moral é nosso norte, nosso balizador. A Consciência, nosso
parâmetro.
O caminho, não tema, só tem um sentido, a Luz. E as
recompensas são indescritíveis. Delas só conhecemos fagulhas, às quais chamamos
Felicidades.
As lições Maiores são o Amor e a Caridade.
A Luz, irmão amado, está por toda a parte.
Saiba, acredite, caminhe e torne possível. Tudo é possível.
Tudo.
(Irmãos de Amor - 18/07/2014)
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