Dor, como quando sei que o que estou fazendo não deve ser feito, que não é correto, mas faço mesmo assim... depois, como consequência da minha inconsequência, dor. A dor que eu mesmo me causei. A dor moral é dor visceral. Observo e fico triste.
Me alegro quando percebo que as dores da inconsequência sensibilizam para um crescer melhor. A dor moral é remédio. Um dos melhores. Amargo. Elixir para depuração da alma.
Me alegro, porque mesmo isolados, seres solitários por conceito, nunca estamos sós.
Me ilumina a alma saber que há brechas, deixadas quase que de propósito (para não dizer que são). Brechas que sempre deixam a Luz passar. Sempre há Luz.
Me entristece saber das lágrimas, termômetros do nosso coração condoído. Quando há lágrimas, há dor. A dor rasga por dentro.
Mas não é alegria pura renascer para olhar e ressignificar as dores?
Então que venha o choro. E que vivamos, então, como seres em aprendizado, copos meio cheios. Metade preenchidos, metade universos imensos a desbravar.

Nenhum comentário:
Postar um comentário