domingo, 21 de setembro de 2014

ESTEIO DE AMOR

 
Sê chama quando teu irmão sentir frio.

Sê gelo quando a emoção entorpecer teu olhar e te impedir de agir corretamente.

Sê o equilíbrio que tua própria alma necessita, e o machado que cerceia teus próprios impulsos ruins, ímpetos de luxúria. Vigia a ti mesmo.

Coloca-te no lugar da vítima da pedra que guardas em tua algibeira, berço voraz da língua ferina, e despe-te dos meandros do ódio. Sê firme e doce.

Torna-te terra adubada quando sentires o solo arenoso, e permite, antes sim, sem orgulho, que novas sementes germinem através de ti.
 
O orgulho tem sido uma das chagas mais infames no caminho da evolução. Modifica a ti mesmo e sê bálsamo consolador para todo aquele que arde preso a sua própria dor, egocentrado e retorcido pela incapacidade de ver além.
 
Sê esteio de amor, farol nos túneis escuros das existências. Mas não imagines poderes estender a mão sem antes dar contingência a teu próprio orgulho. Não serás suporte se teu coração estiver corroído pela insipiência do egoísmo, do medo e da arrogância. Sê maior sendo menor, assim estará bem fundamentada tua força.
 
Só conduz quem consegue enxergar por entre as brumas do materialismo. Assim, irmão, trabalha com amor e afinco para que o mundo verdadeiro, aquele que não notamos se ofuscados pela matéria, seja realidade viva e pulsante para ti e para todos os que cruzarem teu caminho.
 
Crê e avança, pois o futuro está em construção.
 
Vai, estuda, aprende e pratica.
 
(Frei Antonio Franceschet – 19/09/2014)

 

terça-feira, 16 de setembro de 2014

DISCIPLINA


 
A disciplina é ferramenta imprescindível para a depuração do espírito.

A corda frouxa não vibra o violão a ponto de produzir música. Assim, irmão, trata o orgulho com pulso firme. Não esmorece. Apruma o instrumento para que o som melodioso, ressonando harmônico, possa tocar os corações.

A responsabilidade de cada indivíduo reside na busca de seus próprios caminhos para o crescimento.

Não é mais tempo dos cordeiros. Não é mais tempo do medo, da subserviência. É tempo de reforma, de quebrar nossas paredes internas e abrir espaço para a felicidade. Pois é possível. É possível.

Não é mais tempo de concretude. A qual porto nos levará o barco de pedra? Ao fundo.

É preciso estar leve. Ser leve. É nossa obrigação. É imperativo abrirmos mão de nossa postura leviana. Um pensamento destrutivo escondido atrás de um sorriso é sete vezes mais maléfico do que uma agressão direta, fruto da incultura e do não refinamento de nossa base vital.

Mas, oh irmãos de consciência, a nós a cobrança não pode ser pequena. Quem mais tem, mais pode dar. Ter consciência e doar malefícios é o mais alto da leviandade. Caminho da dor, para o outro e para si.

É possível, irmão, fazer diferente. Sempre há o momento que precede a decisão durante o qual você pode usar tua sabedoria para evitar uma escolha destrutiva. Sempre há um último segundo antes de puxar o gatilho da língua ferina. Fiquemos atentos.

Aqui, nestas terras, estamos aprendendo. E são tantos os professores. Abra os olhos de seu coração e peça ajuda, colo, carinho, apoio. O que for preciso, e de merecimento, lhe será dado.

Sim, basta-nos romper o véu de nossa arrogância e apego.

Disciplina. Pois se o pensamento se perde, o tempo passa e a obra para.

Faça a si as perguntas corretas. Qual é tua obra? Qual o caminho que dá sentido a teu ser? Qual a escolha que materializa a tua missão? Irmão, qual é a tua missão?

A harmonia é um meio para essas descobertas. Harmonize-se. Toque no violão a tua melodia, inunde a tua vida, pensamento por pensamento, de energia, alegria e amor. Deixa teus olhos serem bons. Permite que os mestres sejam teus guias. Permita-se ser aluno. Sendo aluno também serás mestre.

Disciplina e amor.

Segue Irmão, é possível. Persiste e verás a beleza da verdadeira vida.

(Irmãos de Amor - 05/09/2014)
 
 

terça-feira, 9 de setembro de 2014

O DEUS DE NIETZSCHE



Nietzsche matou Deus. Não o Deus da Verdade, do Respeito, do Amor, Inteligência Suprema.

Nietzsche matou o Deus corporativo, dogmático, institucionalizado, reprimido, enrijecido. E quanta maledicência o nome deste pensador não teve que suportar.

Segurar na mão de Deus e ir? Não há mão. Há o reflexo de nossas escolhas, trocas, amigos, energias que nos unem. Mas também há muletas. “Levanta-te e anda”, fazia o mestre. E não, “levanta-te, segura na mão de Deus e anda”. “Ama teu Deus acima de todas as coisas”, e não “Ama teu Deus e delegue a Ele o que é de sua própria responsabilidade”.

Certamente não nascemos para viver sozinhos. Aprendemos e crescemos através das relações, por meio de nossa própria força, nossa busca, apoiados, sim, por todos os amigos que conquistamos ao longo do percurso, na “Terra e no Céu”.

Não é tempo, como era nos primórdios de nossa civilização, de delegarmos à “Mão” o que é de nossa competência, o que nos foi entregue por amor para que tomássemos conta, irrigássemos e fizéssemos do broto, árvore forte. Nossa jornada, por sucessivas encarnações e sob o olhar atento dos amigos desencarnados, imersos no éter do amor da Unidade Inteligente, é nossa ferramenta mais precisa e eficaz para a construção de nossa evolução.

Deus, Inteligência Superior, é a Lei máxima. “Segurar na mão” Dele significa, em verdade, confiar nesta máxima e caminhar sobre nosso próprio orgulho, medo e leviandade. “Segurar na mão” Dele é sentir o amor que sustenta todo o Cosmos. Fomos criados para nos tornarmos melhores, sempre. Assim, o caminho aponta sempre para a Luz.

Não é tempo de andarmos de cabeça baixa, mas sim de acreditarmos em nosso potencial, em nossa força, em nossos sentimentos, em nossa razão, em nossa intuição. A mudança não é uma imposição, muito menos podemos esperar que ela ocorra num passe de mágica sem que nos tornemos atores de nossas buscas. A mudança é, sim, uma premissa, uma regra, um movimento advindo da consciência, do amadurecimento que conquistamos, mesmo que mínimo perto do que gostaríamos, durante milênios de infindos nascimentos, vidas e desencarnes.

Não deixemos essa vida passar inexpressivamente. Larguemos as muletas. Não deixemos para a próxima vida a mudança, qualquer que seja ela, se for possível promove-la hoje.

O hoje é, objetivamente, o único tempo para mudar. O hoje é a materialização do infinito, intersecção com o realizável. O passado é escola. O futuro, o resultado das nossas escolhas de agora. Então, aproveitemos as oportunidades que se apresentam, dolorosas ou felizes, alavancas de nosso crescimento. Utilizemos as ferramentas que nos são oferecidas. Utilizemos a Inteligência que está em nosso DNA espiritual e que, de carne em carne, desenvolvemos e amplificamos.

A Moral é nosso norte, nosso balizador. A Consciência, nosso parâmetro.

O caminho, não tema, só tem um sentido, a Luz. E as recompensas são indescritíveis. Delas só conhecemos fagulhas, às quais chamamos Felicidades.

As lições Maiores são o Amor e a Caridade.

A Luz, irmão amado, está por toda a parte.

Saiba, acredite, caminhe e torne possível. Tudo é possível. Tudo.

(Irmãos de Amor - 18/07/2014)